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terça-feira, 31 de maio de 2016

4ª Edição da Noite da Literatura Europeia
DEZ LITERATURAS, DEZ ESPAÇOS, UMA NOITE ÚNICA


A realizar no dia 4 de junho, sábado, em plenas Festas de Lisboa, A Noite da Literatura Europeia apresenta o serão literário mais popular da capital lisboeta. Organizada por vários institutos culturais europeus sediados em Lisboa e pelas embaixadas representativas, este evento decorre, entre as 19h às 24h, em vários espaços emblemáticos da zona do Carmo/Trindade.

Durante este serão, terão lugar leituras, por 14 atores portugueses, de excertos de obras de dez escritores europeus. As sessões, de entrada livre, têm a duração de dez a 15 minutos e repetem­-se de meia em meia hora, para o público poder assistir a todas as sessões nos diversos espaços.

Nesta que é a 4ª edição da noite mais literária de Lisboa, há prosa e poesia para todos os gostos. “Sophia, a morte e eu”, romance de estreia do músico e escritor Thees Uhlmann (Alemanha), aborda as questões da morte, do amor e da amizade através de uma divertida road trip. “O leque arrepiado”, primeiro livro de contos da galardoada escritora Ann Cotten (Áustria), reflete sobre a vida e a arte, um tema transversal à sua obra. “Quando D. Quixote morreu”, do multipremiado escritor Andrés Trapiello (Espanha), é um romance histórico sobre todos os que conheceram D. Quixote em vida e que, por isso, deixaram de ser anónimos, enquanto o romance ficcional “A estação da sombra”, da escritora Léonora Miano (França), expõe com crueza as relações entre África e a Europa.

A Noite da Literatura Europeia viaja de África para o norte da Europa com “O cometa na terra dos Mumins”, de Tove Jansson (Finlândia), numa viagem à fantasia infantil finlandesa, com direito a estrelas cadentes, cometas e trolls. “Morro como país”, o primeiro texto narrativo do célebre dramaturgo Dimitris Dimitriadis (Grécia), aborda temas como a pátria e a identidade do povo grego, num texto simultaneamente doloroso e teatral. “Memoriais sobre o caso Schumann”, de Filippo Tuena (Itália), é um documentário a múltiplas vozes, dos últimos três anos de vida do compositor Robert Schumann, passados num hospital psiquiátrico. Por fim, o romance “As primeiras coisas”, de Bruno Vieira do Amaral (Portugal), encerra a secção de prosa desta noite, com a descoberta do bairro Amélia e dos seus habitantes, um mundo onde cabe toda a humanidade.

Na área da poesia, a antologia “Poetas checos contemporâneos” (República Checa), uma antologia bilingue, em português e checo, dá a conhecer dez poetas checos, sendo o galardoado Jakub Řehák o autor lido neste serão. Já “Seleção de poemas” (fantomateca) de Nicolae Prelipceanu (Roménia), dedica­-se exclusivamente a desvendar a obra do poeta, prosador e jornalista romeno.

As sessões de leitura decorrem em locais como a Sala de Extrações da Lotaria da Santa Casa da Misericórdia, o Teatro da Trindade Inatel, ou ainda o Vertigo Café, entre outros espaços, onde atores como Paulo Pires, Mónica Calle ou Pedro Lima vão dar voz, com alma e inspiração, às palavras dos dez autores europeus.

A Noite da Literatura Europeia é uma iniciativa organizada pela EUNIC Portugal, uma rede de institutos culturais e embaixadas, com o patrocínio da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

In Rua de Baixo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Novidades Porto Editora

Um Semestre com muitos e bons livros 


Mais de 90 livros, distribuídos por sete chancelas. Foram muitas as novidades que a Porto Editora deu recentemente a conhecer no Museu Geológico em Lisboa, e que contou, como habitualmente, com a presença de Manuel Valente, responsável da área de Literatura do grupo e uma das maiores referências no mercado editorial português, assim como de Vasco David (Assírio & Alvim), Cláudia Gomes (Porto Editora), São José Sousa (Livros do Brasil), João Rodrigues (Sextante), Sandra Lopes (Literatura infantil) e Vítor Gonçalves (Coolbooks).

Assim, até junho, vão ser muitos os títulos que a Porto Editora vai colocar no mercado e que vão fazer as delícias dos ávidos leitores portugueses.

Já em janeiro, destacamos “Mundo do Fim do Mundo” (Porto Editora), obra mais recente de Luís Sepúlveda, “País Possível” (Assírio & Alvim), de Ruy Belo, bem como “A Cidade” (Livros do Brasil) de William Faulkner.

Fevereiro será um mês especial para os autores de língua portuguesa com destaque para dois livros: “A Poeira que Cai sobre a Terra e Outras Histórias de Jaime Ramos” (Porto Editora), que traz de volta Francisco José Viegas ao universo do policial, e “A Sala Magenta” (Porto Editora), novo romance de Mário de Carvalho que, desta vez, se centra na paixão, luxúria e erotismo.

Ainda em mês de Carnaval salientam-se mais alguns livros. “O Sexo Inútil” (Sextante) de Ana Zanatti faz uma reflexão entre a homossexualidade, liberdade e tolerância, enquanto “Curiosidades do Vaticano” (Porto Editora), é um livro póstumo de Luís Miguel Rocha. No campo da poesia, “Vem à quinta-feira” (Assírio & Alvim), de Filipa Leal, fala-nos dos problemas e sobressaltos de uma geração.

Março começa com dois livros que os fãs de thriller e policial não vão querer perder. Falamos de “Stalker” (Porto Editora), nova aventura da dupla sueca Lars Kepler, e “Os Deuses da Culpa” de Michael Connley, nome que tem despertado muita atenção sendo já uma referência para gente como Stephen King.

Também Ernest Hemingway vai ser uma das apostas da editora em março com dois títulos: “Por Quem os Sinos Dobram” e “As Torrentes da Primavera seguido de Um Gato à Chuva e Outros Contos”. Ambos os livros são da responsabilidade da Livros do Brasil. Outros nomes em relevo são Sophia de Mello Breyner Andresen e Stefan Zweig. Da escritora portuguesa recuperam-se “Ilhas” e “Musa / O Búzio de Cós e Outros Poemas”, e “Montaigne” é a obra escolhida do autor austríaco. Assírio & Alvim é a chancela responsável em ambos os casos.

Em abril chega um dos livros mais aguardados do semestre. Trata-se de “Francamente, Frank” (Porto Editora), obra de Richard Ford que ainda há um par de anos nos presenteou o muito aclamado pela crítica “Canada”. “Eve e os Caos” (5 sentidos), de Sylvia Day, “Histórias curtas” (Sextante Editora), de Rubem Fonseca, e “Bisonte” (Assírio & Alvim), de Daniel Jonas, prometem também ser boas referências.

“O Cão Que Comia a Chuva” (Porto Editora), de Richard Zimler e Júlio Pomar, é o livro que abre as apostas de maio da Porto Editora. Trata-se da primeira obra do escritor norte-americano escrita diretamente em português, conta com ilustrações de Júlio Pomar e é sinónimo de mais de mil páginas.

Rosa Montero com “O Peso do Coração”, “Geek Girl – Agora sou chique”, de Holly Samle, e “Henderson’s Boys – Batalha Final”, de Robert Muchamore, são outros motivos de interesse com marca Porto Editora.

No que toca a clássicos, maio é também um mês bastante fértil. “A Peste” (Livros do Brasil), de Albert Camus, e “Contos Escolhidos de Fernando Pessoa” (Assírio & Alvim) são algum dos exemplos de que a boa literatura não tem idade, credo ou nacionalidade.

E chegamos a junho, mês de os escaparates receberem exemplares de “A Guitarra Azul” (Porto Editora), de John Banville, “Viagens com o Charley (Livros do Brasil), de John Steinbeck, ou “Estranha forma de Vida” (Assírio & Alvim), de Enrique Villa-Matas.

Quanto à literatura infantil, esperam-se, ainda este mês, boas surpresas com dois títulos de Maria Alberta Menéres: “Ulisses” e “À Beira do Lago dos Encantos”, enquanto março reserva-nos “Oh, não! Adotei um elefante!” do britânico David Williams.

Do catálogo da Coolbocks, regista-se, em fevereiro, a edição de “O último encore”, de Paulo Costa, “O pentagrama de Otz”, de Tomás Borges de Castro em março. Em maio, a atenção recai em “O mistério das pedras encantadas” de Ana Nunes, e “Pontos de não-retorno” de Carlos Soares.

In Rua de Baixo

terça-feira, 28 de julho de 2015

“O Caçador”
de Richard Stark

Um verdadeiro hino à arte desenhada”


Título que integra a Coleção Biblioteca de Alice, “O Caçador” (Edições Devir, 2015), obra de Richard Stark e ilustrada e adaptada por Darwyn Cooke, conta a história de um homem traído pela mulher que amava e sente-se ultrapassado pelo seu colega de crime. Movido pelo sentimento de vingança, Parker, um ladrão profissional implacável e impiedoso, tem apenas um objetivo: reclamar aquilo que lhe foi tirado.”

Com 144 páginas coloridas, “O Caçador” é um claro sinónimo da mestria de um dos nomes mais incontornáveis do universo das novelas gráficas. Falamos de Richard Stark, pseudónimo mais conhecido de Donald E. Westlake, homem que espalhou a sua arte em mais de uma centena de livros de não-ficção, dos quais se integram 24 aventuras de Parker, título que já conta com cerca de oito adaptações ao cinema.”

Histórias onde a ficção criminal é rainha, com ocasionais incursões em outros géneros e na ficção científica, os livros de Westlake, vencedor de três Prémios Edgar, são um verdadeiro hino à arte desenhada, sendo “O Caçador” um dos mais emblemáticos exemplos.”

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ano novo, edições novas
a rentrée literária 2015


Com o primeiro mês do novo ano já muito para lá da sua metade, o Deus Me Livro desvenda um pouco daquilo que o leitor poderá esperar neste novo ano de 2015 relativamente a algumas das editoras nacionais.
Uma nota de destaque para a não-ficção, que irá ter um espaço considerável, mostrando que nem só de romances se vai alimentado o critério editorial. Mas há mais, muito mais. Para conferir de seguida. De A a 20.

Antígona

“La Nebbiosa” (Setembro) – no título original -, o guião-romance de Pier Paolo Pasolini inédito na versão integral, será um dos grandes destaques da editora nacional mais refractária de Portugal, a juntar à publicação do Prémio Femina 2013: “A Estação da Sombra” (Abril), de Léonora Miano.

Jean Meckert, Charles Bukowski, Léonora Miano, Max Horkheimer, Karl Marx ou Hugo von Hofmannsthal são outros dos nomes que integram o plano de edições da editora para 2015.

Assírio & Alvim

O grande destaque vai para a edição fac-similada de “1915 – o Ano da Orpheu”, no ano em que a revista comemora o seu centenário.

Em Março as atenções vão para a edição da “Obra Poética” – num volume único – de Sophia de Mello Breyner Andresen, que apresentará alguns poemas inéditos que integram o espólio da autora em depósito na Biblioteca Nacional.

Nota de relevo para o mais recente livro de poemas de Adília Lopes, “Manhã”, assim como para a reedição da obra de Mário Cesariny (a começar por “O virgem negra”).

Outros pontos de interesse editorial são “En la orilla”, romance do espanhol Rafael Chribes, a reabilitação do anuário de poesia para novos autores – um projecto que remonta aos anos 1980 – e “A Estrada do Esquecimento e Outros Contos”, que apresenta 20 contos inéditos de Fernando Pessoa.

Bertrand Editora

Destaque para a publicação de “A Ética das Finanças” (Janeiro), um olhar profundo sobre o sistema financeiro, da autoria do Nobel da Economia Robert J. Shiller.

Para quem gosta de policiais, chega já este mês às livrarias “As instruções da Pitonisa”, da dupla Erik Axl Sund – pseudónimo dos autores suecos Jerker Eriksson e Hakan Axlander Sundquist -, o volume que encerra a trilogia Victoria Bergman que tão boa imagem tem deixado. Ainda em Janeiro chegam às livrarias “A Cidade Perdida”, de James Rollins e “Aquele Instante de Felicidade”, de Federico Moccia.

Booksmile

A Booksmile vai publicar, em Fevereiro, uma edição original de “O Principezinho”, com tradução de Ana Saldanha.

No mês seguinte chegam às livrarias “O Menino Quadradinho”, de Ziraldo – considerado um dos livros mais importantes da literatura infantil brasileira – e “Não Deixes o Pombo Guiar o Autocarro e Não Deixes o Pombo Ficar Acordado até Tarde!”, do premiado autor Mo Willems.

Caminho

Em Maio chega às livrarias o quinto volume da “História de Porugal”, dedicado aos Filipes, da autoria de António Borges Coelho. Também no campo da não ficção está prevista a edição – na recta final do ano – de “Diários da Prisão”, de Luandino Vieira.

Destaque para a publicação do novo romance de Mia Couto, ainda sem título, numa edição prevista para Junho ou Outubro.

Cavalo de Ferro

Nos primeiros meses de 2015, a Cavalo de Ferro reforçará o seu catálogo com novos e conceituados autores da literatura europeia moderna (François Mauriac, Leo Perutz) e contemporânea (Ófeigur Sigurdsson), prosseguindo ao mesmo tempo a publicação da obra de autores já conhecidos dos seus leitores (Živković, Cortázar, Canetti).

Há também a aposta no ensaio contemporâneo de qualidade, em diferentes áreas da cultura e das ciências sociais: filosofia, sociologia e literatura (Onfray, Jaspers).

Clube do Autor

Destaque maior para a edição de “The shift and the shocks” – título original -, da autoria de Martin Wolf, editor do Financial Times e considerado, por muito boa gente, como um dos comentadores económicos mais influentes do planeta. Um olhar sobre a crise financeira e aquilo que já aprendemos – e ainda iremos aprender – com ela.

Companhia das Ilhas

A primeira edição do ano é a peça “Para além do Muro”, de Gisela Canãmero, com uma versão inglesa (Beyond the Wall) da responsabilidade de Mischa Stöcklin. Ainda em Janeiro a editora publicará o livro de poemas “Música de anónimo”, de José Manuel Teixeira da Silva e, no mês seguinte, dose dupla de edições: “Os lugares”, poesis de Fernando Gandra e “Da vida das marionetas”, um ensaio de José Alberto Ferreira.

Março trará a reedição de “Vidas Caídas. Diário de Um Repórter na Amazónia”, de José Amaro Dionísio e um romance de Maria da Conceição Caleiro, “Até para o Ano em Jerusalém”, que inaugura a azulcobalto | ficção, dedicada à ficção portuguesa contemporânea (seguem-se João Reis e Armando Almeida).

Até final do ano haverão obras de Luís Serra, Rui Almeida, Luís Quintais, José Ricardo Nunes, Carlos Alberto Machado e Nuno Félix da Costa, entre outros.

Dom Quixote

Já a pensar na rentrée de Setembro, a Dom Quixote assinalou já na agenda a edição – simultânea com a americana – de “City on Fire”, de Garth Risk Hallberg – sensação da Feira do Livro de Londres de 2013 – e, soem as trombetas da felicidade, “Purity”, de Jonathan Franzen.
Romancistas e autores nacionais estarão em força: António Lobo Antunes – “Da Natureza dos Deuses” (Outubro), Pepetela, João Ricardo Pedro, Nuno Camarneiro – “Se Eu Fosse Chão” (Abril) –, Isabel do Carmo – “Histórias que as Mulheres Contam” (Fevereiro) – e Inês Pedrosa – “Desamparo”, (Fevereiro) – estão entre os eleitos.

Na poesia destaca-se a edição da “Antologia Poética de Adonis” (Outubro), com tradução e organização de Nuno Júdice.

Quanto a não-ficção serão publicados “Ordem e Decadência Política, da Revolução Industrial à Globalização da Democracia” (Fevereiro) – segundo volume – e “Idade Média 4”, o último volume da enciclopédia sobre o período coordenada por Umberto Eco que a Dom Quixote vem a editar nos últimos anos.

Editorial Presença

Steven Levitt e Stephen Dubner, autores dos clássicos de economia “Freakonomics” e “Superfreakonomics”, regressam às edições nacionais com “Pense como um freak”.

No universo policial destaque para a publicação, já em Janeiro, de “O bicho-da-seda”, o segundo livro de Robert Gailbrath, pseudónimo masculino escolhido por J. K.Rowling – sim, a do Harry Potter – para uma aventura noutro universo literário.

Entre outros títulos já calendarizados teremos “Merlin – Os anos perdidos” (Janeiro), de T. A. Barron, “Galveston” (Janeiro), de Nic Pizzolato e ainda duas edições prometedoras ainda sem título em português: “A Treacherous Paradise”, de Henning Mankell e “Home”, de Toni Morrison.

No campo infanto-juvenil está prevista a publicação de vários títulos, sendo certo que a colecção de Geronimo Stilton continuará de vento em popa.

Gradiva

Até ao final do ano, o académico Eduardo Lourenço terá publicada praticamente toda a sua obra através da Gradiva, com a edição de títulos como “Do Brasil: Fascínio e Miragem” (Janeiro), “Sobre a Pintura” (Março), “Salazar como Questão” (Maio), “Requiem por Alguns Vivos” (Julho), “O Cinema como Mitologia Cultural” (Setembro) e “Estudos Camonianos” – título ainda provisório – (Novembro).

Quanto a romances, o menu será de degustação total, um verdadeiro festim para os leitores. Há livros novos de Ian McEwan – “The children act” (Março) no original -, Kazuo Ishiguro – “The burried giant” (Abril), título original -, Peter Carey – “Amnésia” (Agosto) – e Umberto Eco – “Número zero” (Maio).
Guerra & Paz

Em 2015 a editora irá apostar em dois autores franceses de grande sucesso: Jean D’Ormesson e Delphine de Vigan. Quanto a autores portugueses esperam-se livros de Jorge Reis-Sá, no romance, e Eugénia de Vasconcelos, em romance e poesia.

Na colecção Fio da Memória, colaboração da Guerra e Paz e da Sociedade Portuguesa de Autores para a vida e obra de figuras nacionais, teremos livros sobre José-Augusto França, António Victorino D’Almeida, António Pedro Vasconcelos e José de Guimarães.

Contem ainda com um novo livro do economista José Manuel Félix Ribeiro e a publicação da correspondência de Jorge de Sena com o seu editor Luís Amaro.

Jacarandá

“O Assassinato de Margaret Thatcher”, colectânea de contos da duas vezes Bookeriana Hilary Mantel, é um dos destaques desta nova editora nascida de uma costela da Editorial Presença.

Kalandraka

Já este mês chegam às livrarias três novos títulos: “A história de Erika”, de Ruth Vander Zee – história de uma sobrevivente do extermínio judeu na Alemanha nazi; “Tio Lobo”, de Xosé Ballesteros – à volta das ideias da mentira e do castigo; “A avó adormecida”, de Roberto Parmeggiani – a história de um menino e da sua avó,que fica doente.

Marcador

Ainda sem título em português será publicado o romance “Beautiful You”, de Chuck Palahniuk, escritor de culto para muito boa gente.

Entre outros títulos previstos estão “Viagem ao coração dos pássaros”, de Possidónio Cachapa, “Viagem ao infinito” – a biografia de Jane e Stephen Hawking -, “Concerto à memória de um anjo”, de Eric Emanuel Schmitt, “A morte de um apicultor”, de Lars Gustafsson – com nova tradução de Afonso Cruz – ou dois títulos ainda sem título em português: “Elizabeth is missing”, de Emma Healey, ou “Dancing on broken glass”, de Ka Hancock.

Nascente

Em Março sairá o novo livro da conhecida nutricionista Magda Roma.

Orfeu Negro

No universo dos adultos, destaque para duas obras: “Os Filmes da Minha Vida” (Março), de François Truffaut e “Da Rua para o Palco – Estudos de Performance” Maio), de Richard Schechner. Se no caso de Truffaut podemos contar com uma compilação que reúne mais de uma centena de artigos escritos pelo cineasta para o mítico Cahiers du Cinema, Schechner apresenta uma série de ensaios sobre a arte da performance.

Da Orfeu Mini destacamos, já em janeiro, “Não Fiz os Trabalhos de Casa Porque…”, de Davide Cali e Benjamin Chaud, um livro que relata algumas das mais hilariantes desculpas para os mais pequenos não fazerem os trabalhos de casa. No mês seguinte é editado “Este Chapéu não é Meu”, de Jon Klassen – livro que premiado com a Caldecott Medal em 2013 e a Kate Greenaway Medal em 2014 -, sequela de “Quero o Meu Chapéu”, assim como “Os Nicos em Não Fui Eu, de Oliver Jeffers.

Em Março chega “Mãos à Obra: Cada Casa a seu Dono”, de Didier Cornille, responsável por texto e ilustrações, um livro que tenta explicar a arquitetura contemporânea aos mais pequenos através de desenhos precisos e miniaturistas. Já no mês das chuvas mil chega a vez de “Quero um Abraço”, de Simona Ciraolo - autora/ilustradora que em 2014 recebeu o Sebastian Walker Award -, uma história bem-humorada sobre a importância do toque ilustrada com muita ternura e expressividade.

Para maio a Orfeu Mini planeia colocar nas livrarias novas obras da autora e ilustradora Catarina Sobral, assim como da ilustradora brasileira Renata Bueno.

Pato Lógico

Para 2015 a Pato Lógico tem prevista a reimpressão dos “Estrambólicos” (finais de Fevereiro/inícios de Março) – 4096 Estrambólicos para descobrir à medida que se viram as páginas -, de José Jorge Letria e André Letria, entretanto esgotados há algum tempo. Está também em preparação “Teatro” (Março), com texto de Ricardo Henriques e ilustrações de André Letria, um novo atividário que irá suceder a “Mar”.

A colecção Imagens irá contar com mais dois títulos, ainda sem título definitivo, dos autores Bernardo Carvalho e João Fazenda, que seguirão as mesmas premissas dos antecessores “Sombras”, “Bestial”, “Capital” e “Vazio”: histórias apenas contadas por imagens, em 32 páginas, com títulos de uma só palavra
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Penguin Random House

Será inevitável falar de “Submissão” (ainda sem data concreta de publicação), romance da autoria de um escritor que, sempre que pega na pena, instala a polémica: Michel Houellebecq.

Com pronúncia espanhola teremos “O mundo de fora” – Prémio Alfaguara 2014 -, de Jorge Franco, e também “Así empieza lo malo”, o novo romance de Javier Márias que está muito bem cotado entre jornalistas e leitores do país vizinho, uma história passada na Madrid dos anos 80.

Serão também editados “O Fim”, de Fernanda Torres – uma comédia moderna sobre várias personagens, onde há muito humor mas também alguma melancolia – e “O Jantar”, do holandês Herman Koch – um romance sobre o papel da família e dos afectos no nosso tempo.

No plano nacional esperam-se dois novos romances de João Tordo, bem como um romance e uma nova enciclopédia da estória universal de Afonso Cruz.

Planeta

Pablo Escobar, provavelmente o narcotraficante mais famoso do globo terrestre, terá a sua história contada em “Meu Pai” (Abril), escrita pelo filho Juan Pablo Escobar. Ainda na vertente da (auto)biografia, a editora irá lançar “Então, de qualquer maneira” (Abril), do MontyPythoniano John Cleese e, ainda este mês, Caroline Alexander conta em “O Endurance” um dos mais emocionantes relatos da Idade heróica da exploração: a tentativa falhada da travessia a pé da Antárctida levada a cabo pelo explorador Schackleton e 27 homens.

Ainda neste primeiro trimestre chegam às livrarias “28 Dias” (Janeiro), de David Safier – o autor do best-seller “Maldito Karma” num registo completamente diferente – e “Sacrifício a Molek” (Março), da autora revelação do policial nórdico Asa Larsson.

Porto Editora

A Porto Editora traz aos escaparates obras de Patrick Mondiano – “L`Herbes des nuits” (Abril), “Pour que tu ne te perdes pas dans le quartier” (maio) e “Dora Bruder”, que esgotou a primeira edição portuguesa de 1998, já este mês -, novos títulos de Leonardo Padura, Rosa Montero e Ian Rankin, assim como reedições de José Saramago, Valter Hugo Mãe, Mário de Carvalho, Almeida Faria, Francisco José Viegas, Sveva Casati Modignani, Eugénio de Andrade e Sophia de Mello Breyner Andresen.

Grande notícia foi a da aquisição da Livros do Brasil, que vai apresentar uma nova imagem gráfica e dedicar especial atenção às obras completas de Eça de Queirós, à coleção Dois Mundos (onde pontuam nomes como Steinbeck, Hemingway, Virginia Woolf, André Malraux e Truman Capote) e à coleção Vampiro, dedicada ao crime e ao policial.

“A ridícula ideia de não voltar a ver-te”, de Rosa Montero – uma obra não-ficionada – e “Hereges”, de Leonardo Padura – que estará em fevereiro no Correntes d`Escritas – são algumas das maiores apostas da editora, assim como “La fin de l`homme rouge”, da russa Svetlana Alexievitch e “1889”, do brasileiro Laurentino Gomes. Regressa também às livrarias “Os passos em volta”, de Herberto Helder, obra entretanto esgotada.

Quetzal Editores

O inigualável Agostinho da Silva será biografado em “O estranhíssimo colosso” (Fevereiro), da autoria do académico António Cândido Franco.

Luz verde para o mais recente romance de Martin Amis,”The Zone of Interest” – título original -, que se diz ser um olhar satírico sobre os campos de concentração. Mais polémica a caminho, portanto. Ainda sem data será lançado “Cifra”, do chinês Mai Jia.

Relógio D`Água

A Europa e o seu papel estarão em destaque com a publicação de “O que quer a Europa?”, da autoria conjunta de Slavoj Žižek e Srecko Horvat e prefaciado por Alexis Tsipras.

A Relógio D`Água publicará também “A senda estreita do norte profundo” (Fevereiro), a obra de Richard Flanagan vencedora do Man Booker Prize do ano passado, bem como “O homem enamorado” (Maio), o segundo volume da colossal saga intitulada A minha luta, de Karl Ove Knausgård.

Saída de Emergência

“O poço da ascensão”, de Brandon Sanderson, chega às livrarias já este mês e, se for tão bom como o primeiro livro da saga, é motivo mais do que suficiente para os amantes do fantástico fazerem a festa.
Mas há mais destaques: “Eleanor & Park”, de Rainbow Rowell, uma história de amor improvável; “What if?”, de Randall Munroe, respostas com uma base científica séria a hipotéticas perguntas absurdas; “Rave, de Sylvain Reynard, autor da trilogia “Saga de Gabriel”.

Nota especial para a edição de “World of Ice and Fire”, de George Martin, uma edição ilustrada e de cariz enciclopédico que desvenda toda a história de Westeros antes de as Crónicas do Gelo e do Fogo terem início.

Sextante

A publicação da fabulosa saga de Edward St Aubyn chega ao fim com o quinto volume: “Por Fim” chega às estantes em Abril. A Sextante vai apostar também em “As raízes do céu”, de Romain Graru, obra que venceu o Prémio Goncourt em 1956, assim como numa dupla que faz a primeira aparição no mercado editorial português: a italiana Viola di Grado, com o romance “70% acrílico 30% lã”, e Hans Keilson, o escritor holandês de origem alemã, com “Comédia em modo menor”.

Entre as outras surpresas da Sextante estão “Hotel Locarno”, novo livro de contos de António Mega Ferreira, “Choriro”, do moçambicano Ungulani ba Ka Khosa e “Angola – Quando o Impossível Se Torna Possível”, de Anabela Muekalia, duas obras com o irresistível toque de África.

Teorema

Destaque para a publicação do novo romance de Ana Margarida de Carvalho, Grande Prémio de Romance e Novela APE.

Tinta da China

A editora com as capas mais bonitas do mercado livreiro continuará a apostar em força na Colecção de Viagens: “Era uma vez em Goa” (Janeiro) – de Paulo Varela Gomes – e “Viagem à volta do meu quarto” (Abril) – de Xavier de Maistre – são dois dos títulos confirmados.

A autora de culto Teresa Veiga regressa à ficção com “Gente melancolicamente louca”, um livro de contos, a sair em Março na Colecção de Ficção de Língua Portuguesa.

Na Colecção Pessoa, dirigida por Jerónimo Pizarro, está prevista para Fevereiro a edição de «Sobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar», de Fernando Pessoa, com organização de José Barreto.

Outros títulos confirmados são: “Os Filósofos e o Amor” (Janeiro), de Aude Lancelin e Marie Lemmonier, com prefácio de Eduardo Lourenço – reedição em formato bolso; “O Crocodilo Que Voa – Entrevistas a Luiz Pacheco” (Fevereiro) – reedição em formato bolso de um título há muito esgotado; “Os Bebés da Água” (Abril), de Charles Kingsley, na Colecção Clássicos Juvenis Ilustrados; “Eu Confesso” (Abril), de Jaume Cabré – premiado romance de um dos mais importantes escritores catalães da actualidade. E, claro, a Granta 5, que chegará às livrarias em Maio.

Topseller

Na Topseller, em Fevereiro, destaca-se o lançamento de “A Cada Dia”, romance do premiado autor bestseller David Levithan.

Março será um mês de muitas edições, entre os quais sublinhamos “Pop Goes the Weasel”, mais um thriller de M. J. Arlidge, autor do aclamado “Um, Dó, Li, Tá”. O mês terminará com o lançamento de “Miúda Online”, o romance-sensação de Zoella, a jovem blogger britânica seguida no YouTube por 7 milhões de subscritores que, no Reino Unido, vendeu mais numa semana do que o romance de estreia de J.K. Rowling.
Em Junho sairá o terceiro – e muito esperado – volume da coleção «Will Trent» de Karin Slaughter, intitulado “Génesis”.

Vogais

Em Fevereiro a Vogais apresenta “How Google Works”, da autoria do ex-CEO Eric Schmidt e publicado com a chancela Google, que revela as estratégias principais da empresa, tanto na relação com os colaboradores, a arquitectura da empresa e o pensamento estratégico, como no contacto com os clientes.
Em Abril edita-se “O Diário de Mary Berg”, uma das memórias mais significativas do século xx, escrita por um dos poucos sobreviventes do Gueto de Varsóvia.

Para junho a Vogais tem prevista a publicação de “A História Escondida dos EUA”, escrito a duas mãos pelo cineasta Oliver Stone e pelo historiador Peter Kuznick, inspirada na homónima minissérie documental que relata a ascensão e o declínio do império americano.

20|20 Editora

Maio verá nascer a nova chancela literária da 20|20 que, até ao final de 2015, contará com um catálogo de cerca de 20 livros. A estreia far-se-á com um romance inédito da Prémio Nobel Pearl S. Buck.

In deusmelivro
com Pedro Miguel Silva

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Tears for Fears
“Songs from the Big Chair - Super Deluxe Edition Box Set”

Eles queriam e conquistaram o mundo

 
Muita da melhor música pop das décadas de 1980 e 1990 nasceu do complô criativo que brotou da junção de Roland Orzabal e Curt Smith, a dupla que ficou conhecida no mundo da música como Tears for Fears.
Fazendo uso de uma magnífica mescla entre ingredientes inatos tanto ao espírito da new wave como do synthpop, a banda britânica originária de Bath, a oeste de Londres, conseguiu a proeza de vender até hoje mais de trinta milhões de discos e colocar mais de duas dezenas de composições nos lugares cimeiros das tabelas de vendas internacionais.

Mas, para além da componente comercial, os Tears for Fears tiveram o mérito de assinar um dos melhores discos da história da música moderna. Falamos de “Songs from the Big Chair”, segundo longa-duração da dupla e um álbum fabuloso que, em 1985, deixou o mundo rendido a músicas como “Shout”, Everybody Wants to Rule the World”, “The Working Hour”, “Head Over Heels” ou “Mothers Talk”.

Ombreando em termos sonoros com bandas como os Human League, Soft Cell ou ABC, os Tears For Fears ousaram mesmo reclamar pelo título da maior banda à face do planeta, tal era a força e magnitude da sua música. Rapidamente, Orzabal e Smith conquistaram o mundo através de uma pop brilhante, que encontrava excelente porto de abrigo em orquestrações cerebrais e eletrónicas.

A ambição poética deste disco transpunha qualquer tipo de fronteira musical e, ao longo das oito canções de “Songs from the Big Chair”, conviviam elementos épicos com sonantes solos de guitarra e fortíssimas percussões, que extravasavam por completo o conceito mainstream.

Décadas passaram mas a música manteve-se pertinente, acutilante, brilhante. Por isso, à passagem dos trinta anos de existência, “Songs from the Big Chair” é alvo de remasterização e novas edições, incluindo a ambiciosa Super Deluxe Edition Box Set, um conjunto de seis discos (quatro CD e dois DVD) ao qual se junta uma réplica do programa da digressão que promoveu o disco aquando do seu lançamento e ainda um booklet de 32 páginas.

Para além de, no primeiro disco, podermos contar com as oito músicas originais remasterizadas, encontramos também alguns lados B e versões raras limitadas e ou minimalistas. O segundo tomo desta edição de luxo é composto por versões de sete polegadas, enquanto no disco número três as surpresas dividem-se entre remisturas, versões 12 polegadas e experiências dub.

O quarto capítulo desta Super Deluxe Edition Box Set exibe canções nunca editadas, promos, demos e alguns momentos ao vivo, enquanto o disco cinco mostra as oito canções do alinhamento original em modo 5.1 Mix e Stereo. Já o DVD encerra em si um documentário, momentos de entrevista, atuações do lendário "Top of The Pops", assim como videoclips, carinhosamente apelidados no Portugal dos anos 1980 de “telediscos”.

In Palco Principal

“Bryan Adams”
“Reckless 30th Anniversary”

Clássico rock and roll




O país sonhava entrar na CEE, ainda se falava do “Tolan” atolado no Tejo, os portugueses vibravam com as fintas de Fernando Chalana no França 84. A década de 1980 estava ao rubro. Sentiam-se novas energias e vibrações, e o universo musical não fugia à regra. O rock luso marcava pontos e nasciam novas formas de promover a música. Se António Sérgio se assumia como um dos maiores divulgadores da causa, o nascimento do jornal “Blitz”, com Manuel Falcão ao leme, e o “Top Disco”, na RTP, sob a batuta de António Duarte, abriam horizontes aos melómanos cá do burgo. A oferta musical começava a ser significativa e os LP’s e os singles que chegavam a Portugal, com assombroso delay, diga-se, eram como presentes dos deuses.

Entre essas ofertas chegaram discos que, passados três décadas, são ainda hoje referências, gostemos ou não do estilo ou do autor. E um desses álbuns charneira é “Reckless”, do canadiano Bryan Adams, um disco com uma dezena de canções que misturavam alguma puerilidade rock and roll com assinalável pujança e um conjunto de melodias radio friendly que ainda hoje fazem sorrir, dançar e saltar os (mais ou menos) saudosistas.

Que atire a primeira pedra quem nunca bateu o pé ao som de “Summer of 69” ou “It’s Only Love”, suspirou com “One Night Love Affair” ou “Heaven”, ou sonhou acordado com “Run to You”.

Hoje, 30 anos volvidos, envolto numa torrente saudosista, o cantor, que passou alguns anos da sua infância e adolescência em Portugal, lança “Tracks of My Hears” e, acima de tudo, reedita “Reckless”, um disco que vendeu milhões um pouco por todo e mundo e que agora está disponível em várias versões de luxo.
Produzido em nome próprio e com a preciosa ajuda de Bob Clearmountain, “Reckless” conseguiu a proeza de ter colocado cinco singles no Top 15 norte-americano, algo que apenas “Thriller”, de Micheal Jackson, e “Born in the USA”, de Bruce Springsteen, haviam conseguido.

De forma a celebrar os trinta anos de vida, “Reckless” tem vida nova e foi alvo de remasterização. A par disso, vai ser possível ouvir mais sete inéditos e, na versão Super Deluxe, os fãs do autor de “Cuts Liks a Knife” vão também contar com um CD áudio com o concerto realizado em 1985 no mítico londrino Hammersmith Odeon.

Mas as surpresas não ficam por aqui. Existe também um DVD com um filme inédito de “Reckless” e um Blu-Ray áudio com o álbum misturado em 5.1 pelo já referido Bob Clearmountain. Esta edição vem acompanhada por um livro que inclui, para além de fotografias inéditas, apontamentos de Alexis Petridis, Bryan Adams, Jim Vallance e Bob Ludwig - o quarteto que, entre março e agosto de 1984, pisou o Little Mountain Sound Studios em Vancouver, Canadá.

In Palco Principal

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Apresentação de “LittleBigPlanet 3”
@ Lisbon Games Week

Jogar, criar, partilhar e cooperar 



Cinco anos depois da Media Molecule ter lançado as primeiras aventuras de Sackboy, eis que foi hoje apresentado na Lisbon Games Week, “LittleBigPlanet 3”, versão PS4, que conta com muitas e boas novidades.

Na demonstração estiveram presentes David Dino, game designer da Sumo Digital e o responsável pelo desenvolvimento do jogo, assim como Sarah Wellock e Tom O’Connor, membros da equipa Sony XDev.

Dono de uma inovadora noção de profundidade graças ao novo motor gráfico, “LittleBigPlanet 3” traz muitas novidades, principalmente ao nível dos personagens. Se Oddsock é um rápido canino capaz de escalar paredes, Swoop é uma ave especial que voa livremente pelo gameplay e consegue apanhar pequenos objetos assim como resgatar os seus companheiros de aventura quando estes se encontram em apuros. Já Toggle, é um amigo de peso que utiliza o seu robusto perfil para derrubar obstáculos ou plataformas. Para além disso, Toggle também pode reduzir o seu porte e transformar-se em um pequeno e rápido personagem que consegue passar pelo buraco da agulha ou caminhar à superfície da água.

Também Sackboy apresenta um novo manancial de truques e habilidades e agora consegue, com destreza, subir objetos como cordas ou similares, pois toda a ajuda é necessária no planeta Bunkum depois de uma tripla de malvados Titãs serem libertados e com a ajuda do cáustico Newton têm como fim destruir o paraíso criativo deste pequeno grande planeta.

Daquilo que podemos ver (e jogar!) de “LittleBigPlanet 3”, esperam-se momentos muito interessantes e divertidos que fazem apanágio às premissas das aventuras de Sackboy e comparsas: jogar, criar, partilhar e cooperar.

É sabido que a saga “LittleBigPlanet” permite personalizar os níveis do gameplay – o novo “termómetro dinâmico” a par de uma maior capacidade do disco permite uma maior liberdade na criação de níveis – e a narrativa deste episódio possibilita ainda jogar níveis (assim como roupas e objetos conquistados) de episódios anteriores. Outra curiosidade, na versão PS4, as texturas exibem uma resolução 1080p (na versão PS3, a resolução fica-se pelos 720p), graças ao novo motor gráfico da mais recente consola da Sony.

O lançamento do jogo está agendado para o dia 26 de novembro e “LittleBigPlanet 3” vai poder ser jogado em ambiente PS4, PS3 e PSVita.

In Rua de Baixo

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

E o Nobel da Literatura vai para…



Modiano, Patrick. Francês, nascido em Boulogne-Billancourt, perto da capital francesa, em julho de 1945. É ele o mais recente nome a figurar entre os privilegiados que foram destacados pela Academia Sueca na categoria de Prémio Nobel da Literatura.

Filho de pais judeus, Patrick Modiano é, aos 69 anos, considerado um dos maiores nomes da literatura francesa e apelidado de “Proust contemporâneo”, ainda que a sua fama se centre maioritariamente dentro de portas.

Reservado e bastante modesto, o novo Nobel da Literatura tem Paris como cenário de eleição para as suas obras, principalmente dos tempos da ocupação nazi ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial. A sua escrita, elegante, sem grandes artefactos e que tem na simplicidade intimista uma das maiores armas, vive de um sentimento autobiográfico, tendo em elementos como a memória, a sombra, a perda e uma busca pela identidade as suas grandes inspirações.

No discurso de atribuição deste prémio, Peter Englund, secretário perpétuo da Academia Sueca, referia a mestria escrita de Mondiano como um reflexo da «arte da memória com a qual o autor evocou os destinos humanos mais inatingíveis e descobriu a vida do mundo da ocupação nazi.»

Desta forma, algo inesperada para uns e aguardada por outros, Patrick Modiano sucede a Alice Munro e torna-se o décimo primeiro autor nascido por terras de França a receber o prémio maior da Literatura mundial e, para além dessa glória conseguida por uma privilegiada minoria, arrecada também cerca de 900 mil euros.

No que toca à sua obra, Modiano, assumidamente influenciado pelo escritor Raymond Queneau, seu docente de geometria nos tempos de liceu, estreou-se nas lides literárias em 1968 com “La Place de L’étoile”, chegando o primeiro reconhecimento público através de “Rue des Boutiques”, obra que fez o autor parisiense ser galardoado com o Prémio Goncourt em 1978. Depois seguiram-se, entre outros, o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa, o Grande Prémio Nacional das Letras e o Prémio Margerite-Duras.

Para além do formato romance, Patrick Modiano colabora em argumentos cinematográficos, já passou pelo grande écran enquanto ator em singelas participações, é autor de canções e assina livros para gente mais pequena.

Por cá, Modiano já editou vários trabalhos, entre os quais “A Rua das Lojas Escuras” e “Domingos de Agosto”, em 1988, através da Dom Quixote e da Relógio d’Água, respetivamente, assim como “No café da Juventude Perdida” em 2009, via Asa, ou o mais recente “O Horizonte”, editado pela Porto Editora.

In deusmelivro

terça-feira, 23 de setembro de 2014

transeatlântico, uma voz insular



A identidade, seja ela individual ou coletiva, pode ser fomentada através da linguagem escrita, da comunicação enquanto espelho da alma, como um instrumento dialético criado através do ato de conhecer e divulgar, com orgulho.

Como resultado dessa dialética pode nascer um poema, um filme, um livro, uma revista. E é sob este último desígnio que nasceu a transeatlântico, a uma nova revista literária que vai chegar ao público no final deste mês, estando o seu lançamento agendado para o próximo dia 28 de setembro, domingo, pelas 18 horas, no Instituto Cultural de Ponta Delgada.

Sob a batuta de Nuno Costa Santos, a transeatlântico, propriedade da Companhia das Ilhas – instituição essa também responsável pela sua edição – aposta na cultura açoriana através de uma divulgação elegante, criteriosa e profundamente lírica.

Com um catálogo que reúne obras de autores açorianos como Urbano Bettencourt, Nuno Costa Santos, Jácome Armas, Mário Cabral, Alexandre Borges, Manuel Tomás, Nuno Dempster, Manuel Serpa e Nunes da Rosa, a Companhia das Ilhas quer tornar a transeatlântico numa ferramenta de divulgação cultural sobre um prisma que centra toda a sua acutilância no ato de (bem) escrever. Nas palavras de Nuno Costa Santos, «esta é uma revista que quer incentivar a escrever, de modo ficcional ou ensaístico, sobre o que são os Açores hoje – nas suas novas entranhas. Nas suas personagens, nas suas tensões biográficas, nos seus sonhos e ilusões, nos seus conflitos e acidentes. Mas também nos seus costumes, nos seus pequenos hábitos e nas suas expressões verbais.»

Ao longo das 112 páginas do número zero da transeatlântico podemos contar com muitas surpresas, sendo o propósito traçar um possível retrato, literal, ficcional, poético ou sonhado, de uma ilha especial e partilhada de corpo e alma. Para isso reuniram-se nomes como Alexandre Borges, Bianca M, João Pedro Porto, Joel Neto, Leonardo, Luís Filipe Borges, Luís Rego, Maria das Mercês Pacheco, Mariana Matos, Mário T Cabral, Paula de Sousa Lima, Renata Correia Botelho, Rogério Sousa e Rui Jorge Cabral.

A responsabilidade de apresentar a revista está a cargo de Leonor Sampaio, sendo que um dos maiores destaques desta primeira edição é a entrevista realizada por Nuno Costa Santos a Daniel Sá, escritor açoriano recentemente falecido. Outros pontos fortes são, por exemplo, um trabalho de Vasco Medeiros Rosa sobre um texto pouco conhecido de Vitorino Nemésio, assim como o portefólio com fotografias de grotas dos Açores da responsabilidade de Duarte Belo.

Com uma periodicidade anual, a transeatlântico tem distribuição regional e nacional e pode ser adquirida a troco de 10 euros.

In deusmelivro

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Rentreé Grupo BertrandCírculo



Até ao final de 2014 o Grupo BertrandCírculo vai fazer chegar às livrarias mais de cinco dezenas de livros que, por certo, vão fazer as delícias dos leitores das mais variadas temáticas e abordagens.

Ao longo de quase hora e meia de apresentação – e boa disposição -, Francisco José Viegas, Eduardo Boavida e Guilhermina Gomes abriram literalmente o livro e deram a conhecer novidades sobre autores como José Luís Peixoto, Thomas Piketty, Mário Soares, José Viale Moutinho, Daniel Silva, José Rentes de Carvalho ou Sérgio Godinho, que se aventura pela primeira vez no campo da ficção.

A mostra começou com Francisco José Viegas e ficámos a saber que já este mês a Quetzal Editores vai lançar, no campo da literatura e ficção, “Montedor”, o primeiro romance de J. Rentes de Carvalho, “Mustang Branco” de Filipa Martins e o muito esperado “Herzog” de Saul Bellow, uma obra de tom autobiográfico que foi editado pela primeira vez há cinco décadas. No universo da ciência política, “Da Europa de Schumann à Não Europa de Merkel”, do açoriano Eduardo Paz Ferreira, faz um retrato da evolução da Europa das uniões e espírito comunitário.

Para outubro Viegas destacou mais quatro obras, sendo uma delas “Galveias”, a nova aposta literária de José Luís Peixoto. “Vida Dupla” marcará a estreia de Sérgio Godinho na ficção, enquanto “A Mística de Putin”, de Anna Aruntunyan, traça um perfil sem filtro de um dos mais polémicos líderes da atualidade. Também dentro do espetro político, o ex-jornalista Ricardo Saavedra oferece “O Puto”, um livro que levou cerca de três décadas a ser devidamente preparado e que resultou de um inesperado pedido de entrevista por parte do mítico Comandante Paulo a Saavedra.

“O Rei Pálido”, romance inacabado em forma de testemunho emocional de David Foster Wallace, marca a atividade editorial da Quetzal em novembro, que lançará também “Biografia de Marcello Caetano”, título de Luís Menezes Leitão que revelará várias facetas pouco exploradas de uma das mais controversas figuras da história recente de Portugal.

No que toca as chancelas da Bertrand Editora, Eduardo Boavida tem muitas e boas propostas. Este mês vão chegar às livrarias, por exemplo, “O Filho” de Philipp Meyer, um épico que faz uma tangente à história dos Estados Unidos da América e que sucede ao sucesso internacional que foi “Ferrugem Americana”, “Vibração” de Anders de la Motte e “Os Luminares”, um romance de quase novecentas páginas de Eleanor Catton, vencedora do Man Booker Prize de 2013. Em termos da não ficção, o destaque vai para “O Demónio na Cidade Branca”, de Erik Larson, “Como Sentimos” do neurocientista Giovanni Frazzetto, assim como “As Mulheres Contra a Ditadura”, de Cecília Honório. A literatura juvenil está bem representada com “Todos por um Risquinho”, de Alexandre Honrado, livro vencedor do Prémio Cidade de Almada /Maria Rosa Colaço 2013 e que conta com ilustrações de Joana Rita.

Outubro vai fazer chegar “Nigelissima”, com Nigella Lawson a ditar mais de uma centena de receitas simples e rápidas que nasceram da experiência da autora em Florença, assim como “A Retirada dos Dez Mil”, de Aquilino Ribeiro, que resulta da tradução da obra de Xerofonte que tem como epicentro a epopeia dos gregos por terras da Pérsia. Mário de Carvalho é o autor do prefácio. “Sycamore Row”, de John Grisham, fecha o mês de outubro por parte da Bertrand.

No que toca a novembro, esperam-se obras como “Agridoce”, de Collin McCullough, “Dispara que Eu já Estou Morto”, de Julia Navarro, ou “22/11/63”, do mestre Stephen King. Daniel Silva é outras das estrelas deste mês e “O Assalto” resulta de um enorme esforço por parte da Bertrand, pois este título chega com apenas quatro meses de “atraso” face ao lançamento mundial, uma clara vitória do grupo por forma a criar cada vez mais íntima a ligação entre o leitor português e o escritor norte-americano.

No que toca a edições da Pergaminho, Eduardo Boavida destacou a toada mais espiritual de “O Voo do Pássaro”, de Osho, assim como a poesia e meditação de “Bolota“, de Yoko Ono, e a emoção de “Um Milhão de Cartas com Amor”, de Jodi Ann Bickley. Todos estes títulos chegam ao público já este mês. Através da Arte Plural as livrarias vão contar com “Petiscos de Ramsay” e “In the Mix”, um livro com receitas para a Bimby que conta com contributos de chefes internacionais com estrelas Michellin, entre os quais o português Sá Pessoa.

Finalmente Guilhermina Gomes, felicíssima e orgulhosa com os vinte anos da Temas e Debates, apresentou alguns dos seus mais queridos “afectos”. Depois de falar da publicação dos últimos três tomos da Obra Completa de Padre António Vieira, destacou “A Insurreição de Jesus”, de Frei Bento Domingues, que vai ver a luz do dia já em setembro, que será também o mês de lançamento de “A Tragédia da União Europeia”, de George Soros, e “Arte na Cidade”, de Mário Caeiro.

Em outubro são editados “O Capital no século XXI”, do economista Thomas Piketty – obra apelidada como a melhor da atualidade no que toca ao espetro da economia -, assim como “A República dos Sonhos”, da brasileira Nelida Piñon, bem como o polémico “Bom dia, Sr. Mandela”, de Zelda de la Grange, que trabalhou como assistente de um dos mais emblemáticos africanos da história da humanidade.

Mário Soares é um dos grandes nomes do catálogo da Temas e Debates em novembro: “Cartas e Intervenções Políticas do Exílio” apresenta textos do carismático líder do PS escritos antes de 1974. “O Passageiro Clandestino”, um ensaio de Leonor Xavier, é outro dos destaques. Outro motivo de orgulho foi o anúncio de uma nova coleção dedicada à literatura tradicional portuguesa, a ser editada pelo Círculo de Leitores da autoria de José Viale Moutinho.

In deusmelivro

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Rentrée literária Orfeu Negro



Até ao final do ano, a Orfeu Negro conta apresentar algumas surpresas que vão da literatura de toada erótica ao ensaio, passando pelo universo infantil.

Para os mais crescidos, “Obscénica – Textos Eróticos & Grotescos”, integrado na Colecção Casimiro, é um livro composto por palavras e ilustrações da autoria de Hilda Hilst – um dos nomes maiores da literatura oriunda do Brasil – e André da Loba, respetivamente, e será lançado em novembro.

No campo do ensaio, “Preto – História de uma Cor”, da autoria de Michel Pastoureau, é outra das apostas da Orfeu Negro e será editado já em setembro. Esta obra comprova a mestria de Pastoreau no que toca à simbólica das cores e terá apresentação oficial no Institut Français du Portugal. E, já que falamos do universo francófono, “Os Filmes da minha Vida”, de François Truffaut, obra que compila mais de uma centena de artigos da autoria do cineasta francês escritos para o consagrado Cahiers du Cinéma.Amantes do cinema estejam assim atentos ao mês de novembro.

No que toca ao catálogo Colecção Mini-Orfeu, “Arte & Max”, de David Wieser, chega aos escaparates em setembro. Depois de arrecadar por três vezes a Caldecott Medal – galardão atribuído anualmente pela norte-americana Association for Library Service to Children aos ilustradores infantis -, Wieser apresenta um livro original que versa sobre a criação artística em si mesma.

Em outubro a editora vai colocar no mercado mais duas obras: “O Escuro” – vencedor do Melhor Livro Ilustrado 2013, galardão atribuído pelo New York Times –, uma história de suspense sobre o medo do escuro, com texto de Lemony Snicket e ilustrações de Jon Klassen, assim como “A Minha Professora é um Monstro!”, de Peter Brown, um livro que traça o perfil (divertido) da professora de Fred, que grita muito e não deixa ir ao recreio quem atira aviões de papel da sala de aula.

Também dedicado ao público mais pequeno – e não só , “Mãos à obra: Cada Casa a seu Dono”, de Didier Cornille, vai chegar às livrarias em novembro, explicando à criançada a arquitetura contemporânea.

In deusmelivro

Rentrée literária 20|20 editora



Com setembro à porta, as editoras preparam a rentrée editorial com muitas e boas surpresas. Com um perfil cada vez mais cimentado no mercado português, a 20|20 editora celebra o seu quinto aniversário com a certeza de se assumir como uma das seis mais representativas editoras nacionais, e nada melhor para celebrar essas conquistas que mais livros e uma nova chancela.

Assim, ainda em agosto, chega aos escaparates via Topseller o thriller “Não Digas Nada” de Mary Kubica, assim como “Ama-me”, tomo número três da premiada série de J. Kenner que conquistou o Prémio Melhor Romance Erótico de 2014 e “Um Caso Perdido”, um romance de Collen Hover, uma das mais representativas autoras com selo New York Times.

Para os mais novos a Booksmile oferece pela primeira vez uma agenda especialíssima para os inúmeros fãs da série “O Diário de um Banana”. Um utensílio essencial para o ano escolar que se aproxima.
Em setembro, os amantes de policiais com inspiração no eterno Sherlock Holmes vão ter como prenda “A Mulher Má”, obra de Marc Pastor, uma das mais jovens vozes da literatura espanhola que leva o leitor até à Barcelona do início do século passado. O romance histórico também está em destaque neste mês e “O Segredo dos Tudor” de C.W. Gortner é uma obra a descobrir. Por sua vez, Taylor Stevens traz-nos mais uma aventura de Vanessa Michael Monroe em “Os Inocentes”.

Os autores nacionais têm um cantinho muito especial na 20|20 e, através da Vogais, a editora vai lançar “Mourinho Rockstar: As Duas Faces do Treinador Mais Polémico do Mundo”, de Luís Aguilar, “ABC da Poupança”, de Ana Rosa Bravo, “Dieta Anti-Cancro”, de Magda Roma, e “Um Homem Também Chora”, de Mónica Menezes. Universos literários diferentes, interesse comum.

Já em outubro chega mais um excitante livro do aclamado James Patterson: “I, Alex Cross” será a terceira obra de uma das mais procuradas séries policiais dos últimos tempos. Mas não é tudo no que toca aos policiais. Janet Evanovich regressa com “A perseguição”, nova aventura de Kate O’Hare. Para quem gosta de thrillers de intensidade desmedida, “Fraturado” de Karin Slaughter traz às livrarias o segundo livro da série Will Trent.

Da ficção para o espetro biográfico, Paul Webster apresenta “Antoine de Saint Exupéry: Vida e Morte do Principezinho”, via Vogais. “Crazy Phill”, de Philip Leonetti, é outra das novidades e relata, na primeira pessoa, a intimidade do quotidiano da família mais violenta da história da América. Para os amantes da Cosa Nostra recomendamos também “O Príncipe da Máfia”. E como a arte de poupar é cada vez mais uma filosofia, “Kakebo” será alvo de atualização para 2015.

Em novembro, a Topseller apresenta “Quando a Neve Cai”, obra saída da pena de John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson, que reúne três histórias onde o amor é figura central. E, com a natal à porta, a Booksmile não podia deixar de editar “O Diário de um Banana 9”. Também a pensar na gente mais pequena Janey Louise Jones apresentará dois títulos incluidos na coleção “Princesa Poppy”. Para os adultos a Vogais tem também uma grande surpresa: a biografia do Papa Francisco da autoria do jornalista britânico Austin Ivereigh será um livro a não perder.

Outra das grandes novidades da 20|20 vai ser o nascimento de uma nova chancela para 2015, que reunirá 15 títulos divididos entre autores estrangeiros e nacionais. Ainda com o nome da chancela no segredo dos deuses, o Deus Me Livro já sabe que o primeiro autor a ser publicado será o Prémio Nobel Pearl S. Buck, através de “A Eterna Demanda”, um inédito que esteve “perdido” durante cerca de quatro décadas e que vai chegar às livrarias em fevereiro do próximo ano.

In Deusmelivro

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Novas edições da obra de José Saramago

Porto Editora reedita nove livros do Nobel português



A Porto Editora prometeu e cumpriu. Estão já hoje nos escaparates nove livros da autoria de José Saramago, fruto do matrimónio entre o maior grupo editorial do país e as herdeiras da obra de um dos nomes grandes da literatura portuguesa.

Presentes na Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago, Pilar del Rio e Violante Saramago estavam visivelmente emocionadas com esta união, algo que a filha de Saramago fez questão de sublinhar ao lembrar a vontade do pai em ter todo o seu espólio literário associado a uma editora portuguesa.

A cerimónia foi conduzida por António Manuel Valente que não escondeu o orgulho de ter um nome como Saramago nas fileiras da Porto Editora, empresa que faz parte do grupo que organiza o consagrado galardão literário “Prémio José Saramago”.

Vasco Teixeira, administrador da Porto Editora, congratulou a escolha das herdeiras e a confiança depositada na instituição que representa, adiantando que esta parceria vai também encontrar ecos práticos em termos de apoio direto à Fundação José Saramago para que a mesma possa manter a missão de divulgar devidamente a obra e vida do autor de “O Memorial do Convento”.

Quanto ao lançamento propriamente dito, estamos perante nove títulos que foram sujeitos a pequenas afinações relativamente a gralhas e imperfeições através de um processo rigoroso e profissional, garante Manuel Valente. Mas as maiores diferenças entre estes livros e as anteriores edições acontecem a nível gráfico.

Fruto de um notável trabalho criativo da responsabilidade do atelier silvadesigners, as capas destes novos livros contaram com o contributo de nomes como Álvaro Siza Vieira, Baptista-Bastos, Eduardo Lourenço, Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M. Tavares, Júlio Pomar, Lídia Jorge, Mário de Carvalho e Valter Hugo Mãe, autores que emprestaram a sua caligrafia por forma a escrever o título de cada obra, um gesto singelo que pretende agradecer o muito que o escritor natural da aldeia da Azinhaga fez pela literatura portuguesa.

Para além dos livros apresentados (“A Caverna”, “A Noite”, “A Viagem do Elefante”, “As intermitências da Morte”, “As Pequenas Memória”, “Ensaio sobre a Lucidez”, “História do Cerco de Lisboa”, “Manual de Pintura e Caligrafia” e “O Homem Duplicado”), foi anunciado que esta coleção vai ter no total cerca de 40 títulos e que o lançamento dos restantes vai depender da caducidade legal que os liga à antiga editora, ainda que Pilar del Rio estime que a mesma poderá estar completa daqui a cerca de dois anos.

Com a Feira do Livro a decorrer, e num ano em que a Porto Editora apaga as 70 velas, Vasco Teixeira relembrou ainda a existência de dois pavilhões especiais dedicados a José Saramago e Fernando Pessoa naquele que é o maior certame de divulgação literária do país.

In Rua de Baixo

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Seis meses acostados a bom Porto

Grupo Porto Editora apresentou o catálogo do primeiro semestre



Ano novo, livros novos. Com mais de oitenta títulos divididos por cinco diferentes chancelas, a Porto Editora aposta forte neste primeiro semestre de 2014. Na apresentação que a editora levou a cabo na sede do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, em Lisboa – que contou com a presença de Cláudia Gomes, Manuel Alberto Valente, João Rodrigues e Vasco David -, ficámos a conhecer novos autores, reedições, homenagens, edições comemorativas e regressos auspiciosos.

Se já em janeiro podemos contar, por exemplo, com um livro de contos Miguel Miranda e outro romance histórico de João Pedro Marques, no que toca a autores estrangeiros que balançam entre o thriller e o policial saúdam-se “O Inverno Frankie Machine”, de Don Wilson, autor do best-seller “Selvagens”, e dois clássicos de Dashiell Hammett que integram um novo projeto da editora que contemplará também a reedição de títulos de Raymond Chandler, com edição prometida lá para maio. E, já que falamos na literatura onde o crime e o suspense são imagens de marca, a Porto Editora lançará novos livros de John Verdon, Donato Carrisi, Jeff Abbott, K. O. Dahl, Lauren Beukes e Arnaldur Indridason.

Para o público mais jovem esperam-se muitas novidades de Robert Muchamore, a primeira das quais – “Henderson’s Boys – A Arma Secreta” – já em fevereiro, mês que será a data para o novo e esperado romance de Isabel Allende, “O Jogo de Ripper”.

No mês que celebra o dia dos namorados a Porto Editora, através da 5 Sentidos, edita “Espero por ti”, de J. Lynn, um romance de cariz erótico cujo público-alvo é a faixa etária dos 19, 20 anos e tomou de assalto as tabelas de vendas de e-books nos Estados Unidos. Para um público mais adulto, a 5 Sentidos promete mais novidades e serão editados livros de Lisa Kleypas e Sylvia Day.

A Sextante é outra das chancelas muito empenhada em atrair as atenções dos leitores e, para 2014, contam-se novas obras de Aleksandr Soljenítsin, Teolinda Gersão, Philippe Claudel, Edward St Aubyn e Thomas Mann, assim como um livro de contos que contará com a escrita de grandes nomes da literatura nacional no feminino entre os quais pontificam Lídia Jorge, Ana Luísa Amaral ou Maria Teresa Horta. Falamos de “Do branco ao negro”, nos escaparates em fevereiro, uma obra cujos direitos revertem a favor da Associação Alzheimer Portugal.

No que toca à Assírio e Alvim, os primeiros seis meses deste novo ano vão acolher edições de Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa, Jorge Sousa Braga e Ana Luísa Amaral, no que toca à poesia, assim como obras de Nikolai Gógol, Enrique Vila-Matas, Javier Cercas, Luís Filipe Castro Mendes, Almada Negreiros e Luis Quintais.

Também alvo de destaque será Sophia de Mello Breyner Andressen que, a propósito dos dez anos da sua morte, o grupo Porto Editora decidiu publicar “Contos Exemplares”, já em fevereiro, assim como “Dia de Mar” e “Cristo Cigano” lá mais para a primavera.

Mário de Carvalho e Miguel Esteves Cardoso são outros dois nomes a reter no catálogo da Porto e “Era bom que trocássemos uma ideias sobre o assunto” e “Novas Crónicas” vão ter honras de edição em fevereiro e abril respetivamente.

Para além dos já referidos nomes, a Porto Editora vai colocar no mercado livros de Luís Miguel Rocha, Richard Zimler, Luís Sepúlveda e Veronica Roth, sendo que obras como “The Return”, de Jason Mott, “The Unlike Pilgrimage of Harold Fry”, de Rachel Joyce e “Canadá”, de Richard Ford, sejam títulos que a Porto Editora pensa que vão agitar sobremaneira o mercado livreiro.

In Rua de Baixo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Smash IT Adventures Uma aventura made in Portugal

 Uma aventura made in Portugal

Com uma alma assumidamente indie, a Bica Studios, que tem a sua génese na Startup Lisboa, é uma aposta nacional de Nuno Folhadela e Miguel Tomás e promete muita agitação do que toca aos jogos para ambientes Android e Apple sendo “Smash It Adventures” uma aplicação que promete ser um vício para os amantes de “smashers”.

Projeto ambicioso, “Smash IT Adventures” quer tornar-se num título charneira no que toca aos jogos de ação onde tudo, acreditem, está sujeito a ser esmagado. Seja através do sistema Android ou com a interação permitida por iphone, iPad e iPod touch, a diversão será o maior sinónimo de quem ousar testar os controlos intuitivas Tap and Swipe deste novo, viciante e extremamente rápido jogo.

O seu lançamento terá duas componentes díspares sendo que o modo Competição vai ser descarregado gratuitamente de forma a apresentar “Smash IT Adventures” e permitir a competição entre jogadores. Todas as semanas as pontuações serão alvo de um reset oferecendo aos recém-chegados a oportunidade de brilhar.



O modo Aventura terá um custo inerente mas traz consigo o já referido modo Competição e bastantes extras e exclusivos dando assim conhecer por dentro a estória de uma carismática bruxa que conta com as habilidades do jogador para derrotar os arrepiantes Blarghinis que têm como objetivo destruir todos os animais simpáticos do planeta.

À medida que nos embrenhamos no jogo, a Bica Studios promete oferecer uma extensa lista de Conquistas assim como novos desafios e atualizações sendo que estão desde já pensadas novas aventuras e personagens que farão a sua estreia a breve trecho.

In Rua de Baixo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Alice Munro vence Nobel da Literatura

«Uma narrativa afinada que tem como principal característica a clareza e o rigor psicológico»



A expectativa era muita. Durante os últimos dias, vários eram os nomes que figuravam na lista que ditaria a sucessão do chinês Mo Yan, no que tocava ao novo Nobel da Literatura. Entre os favoritos estavam o japonês Haruki Murakami, a norte-americana Joyce Carol Oates ou o húngaro Peter Nádas, mas coube à canadiana Alice Munro a honra de vencer o Nobel, sendo a décima terceira mulher a conseguir tal feito.

Segundo os rigorosos parâmetros de apreciação por parte dos membros do comité que atribui o Nobel da literatura, Munro é detentora de uma «narrativa afinada que tem como principal característica a clareza e o rigor psicológico.»

Desta forma, a autora de livros como “Demasiada Felicidade”, “Fugas” ou o mais recente “Amada Vida” – todos estes títulos editados em Portugal através da editora Relógio d’Água –, torna-se na décima oitava personalidade canadiana a ser laureada pela Academia Real Sueca.

Muitas vezes comparada a autores como o russo Anton Chekov, Munro consegue aos 82 anos o mais importante prémio literário da sua carreira, quatro depois de arrecadar o também muito prestigiado Man Booker Prize.

Ainda que a sua grande aposta enquanto escritora seja o conto, género que apenas tinha sido distinguido uma vez pela Academia Sueca em 112 anos, Alice Munro vê o seu nome juntar-se às grandes referências da literatura mundial.

In Rua de Baixo